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 Teste para Mercenário - Demetrya Simons

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Demetrya
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MensagemAssunto: Teste para Mercenário - Demetrya Simons   Ter Jul 18, 2017 9:12 pm

Entrava no prédio, para o qual havia se mudado, ainda no começo da noite. Havia acabado de retornar, após entrar em um bar e tomar uma dose de uísque e um copo de café bem amargo - bebida esta que foi solicitada por causa da presença de um estranho fotógrafo.


Passa as mãos pelos cabelos,enquanto passa por um armário repleto de compartimentos. No espaço correspondendo ao número do seu apartamento havia uma embalagem em papel pardo. Pega o pacote com uma das mãos, sem dar muita importância e sobe até seu lugar de descanso. Ao abrir a porta da frente, é recebida pelo ronronar de Andrew seu gato de estimação com pelagem amarelada que também possuía heterocromia, tendo um olho na cor azul e o outro olho na cor amarela. 






Andrew, passava por suas pernas, enquanto resmungava pela fata de comida. Deixa a bolsa sobre a mesa, e vai até o pote de ração que ficava na cozinha, enche a travessa, seguindo de volta à mesa onde abre o pacote pardo. Nele havia um telefone celular, pequeno e simples, estava com a bateria carregada. Pousou o aparelho sobre a mesa enquanto buscava alguma informação na embalagem. 


"Tenho certeza de que foi um engano...talvez alguém tenha esq-"

Nem ao menos teve tempo para se justificar, quando o mesmo começou a tocar, ainda jogado sobre a pequena mesa de 4 lugares. No visor aparecia 'número confidencial'. Hesitou um pouco, deixando que o aparelho tocasse por duas vezes, mas acabou por atender antes que desse o terceiro toque. 


-- Alô? Perguntava confusa, ao levar o aparelho até sua orelha. 


Logo uma voz metálica se apresenta do outro lado da linha. Era um trabalho, do tipo que não se poderia recusar. Havia acabado de se mudar. Finalmente, após duas semanas, sua casa estava organizada. Todos seus objetos desembalados e guardados em seus devidos lugares. Havia fugido de Boston imaginando que as coisas em Londres pudessem ser melhores, mas eles sempre a encontravam, mesmo contra sua vontade. 


-- Eu entendi...8 horas? Okay...não senhor, não precisará se preocupar com isto! Eu tenho certeza de q-..claro..


Subitamente o telefone é desligado. Ele retornaria o contato em 8 horas, após este período se não tivesse concluído o serviço não precisaria se preocupar com mais nada, pois ele queria um corpo e algumas informações, fosse seu alvo ou ela própria. 


Respira fundo, seguindo até seu notebook, procurava por um nome - Pietro Saviano - um contador de origem italiana que estava cometendo alguns deslizes, um deles foi achar que poderia vender informações da máfia russa à máfia italiana, e os russos descobriram isto. Demetrya havia acabado de ser contratada por um mafioso russo, seu serviço era simples: encontrar Pietro Saviano, arrancar dele as informações que foram repassadas aos italianos, os nomes para quem deu esta informação e um objeto que provasse suas palavras. Deveria entregar as informações coletadas à Anastácia Adamovich, uma prostituta russa que atuava nas mediações do subúrbio.  Anastácia seria a mediadora de toda a negociação, além de ser a pessoa responsável pelo pagamento à vista da missão. 




-- Mas que merda!! Segura o telefone celular com força em uma das mãos, ao ver a imagem do italiano que deveria perseguir. Após pesquisar por algumas notícias envolvendo este nome, nota uma atividade que aparecia com frequência - prostituição e cassino - seu cliente parecia ser um grande conhecido da polícia, preso em inúmeras situações decorrente deste tipo de ambiente. 




-- O local perfeito para uma isca... 

Adentra seu quarto, abrindo a porta do guarda roupa onde tinha uma quantidade de cinco perucas - loiras, morenas, ruivas. Pega uma peruca loira curta, abre uma gaveta onde tem 2 pares de lentes de contato sendo um par na cor azul e o outro par na cor castanha. Joga uma peruca loira curta, uma lente de cor castanha (fazendo com que seus dois olhos fiquem nesta cor), uma saia justa e curta em vinil, meias arrastão e uma bota vermelha em uma mochila marrom surrada.





 Logo após segue para seu banheiro, ao abrir o armário do espelho é possível encontrar uma quantidade exagerada de remédios entre eles: ansiolíticos, antidepressivos e até alguns anticonvulsivos, de toda a sua mistura composta de Flunitrazepam, Ketamina e GHB, ela pode extrair uma droga extremamente famosa chama de "boa noite cinderela". Em uma pequena bolsa, coloca um frasco contendo toda a mistura, dois bisturis, e luvas plásticas - e este bolsa é jogada dentro da mochila marrom. 




Com tudo pronto, dá um beijo em Andrew e segue para fora do seu apartamento, jogando a mochila sobre um ombro. Caminha por algumas horas até encontrar um beco escuro, lá se troca, assumindo sua nova aparência, suas roupas antigas são colocadas dentro da mesma mochila e então segue para um cassino que apareceu algumas vezes nas notícias que viu no computador. 




Espera pacientemente por Pietro até que ele finalmente aparece. Um homem de meia idade, barriga avantajada, bem vestido, cabeça calva, alguns quilos acima do peso. Ele já estava acompanhado por outra moça, quando passa por ele, fingindo derrubar sua bolsa logo à frente do homem, coincidentemente ela é obrigada à curvar seu tronco, enquanto mantém as pernas esticadas, de forma que sua saia subia ainda mais, dando ao homem uma visão privilegiada de sua bunda. Nem precisou de mais do que isto, para que ele a agarrasse pela cintura e a convidasse para acompanha-lo. Aos poucos, ela ia ofuscando as outras companheiras, até que finalmente o convence a irem para outro lugar aproveitar o resto da noite. Demetrya carregava uma garrafa de uísque, que já estava no final. Com as ágeis mãos que tinha, consegue efetuar sua mistura, ao mesmo tempo em que distrai o velho com seus beijos. Ele certamente pagaria por sua luxúria. 




Após alguns minutos, o remédio já fazia efeito. O homem era facilmente manipulável. Trocaram de táxi algumas vezes, até descerem no subúrbio. Encontraram uma construção, parecia que se tornaria um grande prédio popular. Não estavam muito longe de uma boate que tocava música eletrônica de forma tão alta que conversar ali próximo seria complicado. 




O remédio fazia com que toda a conversa fluísse de uma forma mais prática, sem muitas pressões. Logo ele estava falando mais do que realmente deveria. Veste suas luvas, indicando que a coisa estaria a melhorar a partir dali. Os tendões dos joelhos e braços de Pietro foram cortados espontaneamente, assim não precisaria se preocupar com cordas ou amarras, uma vez que sua vítima não conseguiria fugir. Cada informação é reforçada com um pedaço de pele que é extraído da vítima. Tinha o cuidado de efetuar os cortes, de modo que o sangue apenas escorresse ao invés de esguichar, evitando assim se sujar durante o trabalho. Ao todo cinco largas tiras de pele são retiradas do homem ainda vivo. Seguindo três tiras peitorais frontais que iam do pescoço ao quadril e duas tiras frontais inferiores que iam das coxas ao tornozelo (uma tira de cada perna). Ao final de seu trabalho, quebra o bocal da garrada de uísque e arranca a língua do homem, a guardando dentro da garrafa - que agora tinha uma abertura maior.  Faz um corte em sua garganta, de modo que ele morra lentamente, afogado em seu próprio sangue, mas sem a capacidade de emitir qualquer som. 




-- Espero que aprecie sua viagem ao inferno...um dia nos veremos lá!




Por fim, posiciona as tiras de pele sobre o corpo do homem de modo que forme o desenho de um pentagrama. A ideia era apenas confundir, quem porventura viesse a encontrar o corpo do velho, de modo que pensassem se tratar de um ritual satânico, ou qualquer ideia que remetesse à uma simbologia religiosa. 




Cautelosamente, deixa sua cena de crime. Despeja suas luvas manchadas em sangue em uma lixeira à duas quadras do lugar, encontra uma sacola na rua, que é suficiente para cobrir a garrafa. Sua expressão estava séria, sem sorrisos ou gracejos. Estava apática, não tinha prazer em fazer, mas já que era obrigada, então dava o seu melhor. Os gritos do homem haviam sidos abafados em parte pela boate, e em outra parte pela própria droga que ele havia tomado. Após algumas horas de caminhada finalmente se encontra com Anastácia. Lhe entrega a garrafa que estava dentro de uma sacola plástica e seguem para dentro de um prostíbulo para conversarem melhor. Passa apenas as informações às quais havia sido contratada para conseguir e então, recebe uma nova bolsa, desta vez, cheia de dinheiro. Ainda com uma expressão séria, deixa o lugar. Deveria voltar para o beco em que largou sua mochila marrom, antes do dia amanhecer ou teria problemas com seu disfarce. 




Mais alguns minutos de caminhada e finalmente chega onde queria - o beco. Se troca, voltando a trajar a roupa que tinha usado no bar, retira a peruca e as lentes de contato e então segue caminhando para seu apartamento. O dia já estava amanhecendo, era por volta das 6 da manhã, quando finalmente chegou, exausta e mentalmente perturbada. 




Ao aproximar a chave da porta de entrada, percebe que a mesma estava ligeiramente afastada, havia sido arrombada. 




-- Andrew?? Chamava por seu gato que não aparecia para recebe-la. Suavemente abre a porta e ao acender a luz percebe o lugar completamente revirado. Tudo, exatamente tudo estava fora do lugar, as gavetas do seu guarda roupa estavam jogados no meio da sua sala. Roupas jogadas em cima da cama, vasos quebrados, quadros riscados, parecia que um tornado havia entrado em seu apartamento. 




Em choque, fecha a porta, deslizando até o chão, onde cai de joelhos. Suas mãos tremiam, a bolsa marrom cai ao seu lado. Lágrimas caem de sua face, liberando todo o tormento que sentia ao ver sua privacidade invadida desta forma. Chora por longos minutos, quando em um ataque de fúria,  reúne todos os itens quebrados, quadros, roupas, livros...e as joga na lareira da sala, queimando tudo ao mesmo tempo. Por cima de tudo aquilo, joga as roupas que usou para matar Pietro, além das perucas coloridas. 




Observa o fogo queimar e consumir tudo aquilo que tinha algum apreço. A única coisa que estava no lugar, era o celular que havia recebido mais cedo, ainda posicionado sobre a mesa. Ao abri-lo tinha a seguinte mensagem: "Acabado".

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"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."Friedrich Nietzsche

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John C. K. Heiselmann
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MensagemAssunto: Re: Teste para Mercenário - Demetrya Simons   Ter Jul 18, 2017 10:15 pm

Ótima narração. Creio que poderia dar mais ênfase na parte da tortura em si, como algum diálogo durante o processo e/ou a vítima tentando barganhar pela sua vida, como na parte da abordagem. No mais, o texto e a construção do disfarce como também da narração pós-tortura estão ótimos. Parabéns, nova mercenária.
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